“Cristianismo” irracional

Gostaria de começar esse texto com uma citação retirada do livro “Filosofia e Cosmovisão Cristã”, J. P. Moreland, W. L. Craig:

Devo ser franco com vocês: o antiintelectualismo é o maior perigo que o cristianismo evangélico americano enfrenta. A mente, compreendida em suas maiores e mais profundas faculdades, não tem recebido suficiente atenção. No entanto, a formação intelectual não ocorre sem uma completa imersão, durante anos, na história do pensamento e do espírito. Os que estão com pressa de sair da universidade e começar a ganhar dinheiro, trabalhar na igreja ou pregar o evangelho não tem ideia do valor infinito de gastar anos dedicados à conversação com as maiores mentes e almas do passado, desenvolvendo, afiando e aumentando o seu poder de pensamento. O resultado é que o terreno do pensamento criativo é abandonado e entregue ao inimigo. Quem, entre os evangélicos, pode enfrentar os grandes pensadores seculares em seus próprios termos acadêmicos? Quem, entre os estudiosos evangélicos, é citado pelas maiores autoridades seculares como fonte normativa de história, filosofia, psicologia, sociologia ou política? O modo evangélico de pensar tem uma mínima oportunidade de se tornar dominante nas grandes universidades da Europa e da América que modelam toda a nossa civilização com seu espírito e suas ideias? Por uma maior eficácia no testemunho de Jesus Cristo, bem como em favor de sua causa, os evangélicos não podem se dar ao luxo de continuar vivendo na periferia da existência intelectual responsável.

 

Há algum tempo faço alguns questionamentos, entre eles sobre o “cristianismo “moderno”, mas aí, lendo sobre santos piedosos do presente e do passado, vejo que eles também fazem tais questionamentos e põem em cheque o que chamei de “cristianismo” “moderno”. Não que eu seja alguma coisa, muito pelo contrário, sem cinismo algum, sei que sou pecador, que no maior de meus esforços o que posso produzir algo que quebra as leis de Deus e que preciso dele em todas as áreas de minha vida. Também reconheço como os cristãos pré-reforma, os reformados do passado e do presente que a Bíblia é mais que suficiente como regra de fé e prática para a vida do homem.

Mas esse “cristianismo” “moderno” parece ser tão distante do que deveria ser, ele é tão pífio, tão cínico, tão orgulhoso, onde as pessoas muitas vezes buscam mestres para se satisfazer (II Tm 4.3), deixando a Bíblia de lado. Outras vezes, colocando temas secundários como principal, deixando a cruz de Cristo como coadjuvante. Um cristianismo midiático, das tendas dos milagres, do jejum miraculoso, disso e daquilo outro.

Ora, mas qual o problema desse cristianismo? Veja por exemplo a bancada “evangélica”, porque essa bancada não consegue sucesso em temas de ética cristã como aborto, eutanásia e tantas outras coisas? Ora, é complicado muitas vezes de se haver até um debate, você vê pessoas totalmente destreinadas, sem a mínima capacidade de argumentação, muitas vezes não aceitando o debate e usando apela à autoridade ou até ataques pessoais. Muitas vezes seus argumentos deveras rasos são desprovidos até de base bíblica. E parece não haver uma preocupação com isto! Mas o que Pedro diz em uma de suas epístolas:

Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês

1 Pedro 3:15

Ora, mas não deveríamos estar prontos para responder tais perguntas? E como respondê-las e tantas outras sem reflexão, sem um estudo dedicado da Bíblia e dos livros ortodoxos que nos ajudam em nossos estudos das Escrituras?! O que se vê é um cristianismo que se baseia demais em emoção, que deixa o intelecto de lado, mas o nosso culto não deveria ser racional (Rm 12.1-2), o temor do Senhor não é o princípio da sabedoria? Então, por que esse cristianismo moderno relega tanto isso? Qualquer pessoa que leia os evangelhos, vai ver que Jesus sabia argumentar contra todos os seus acusadores e deixava-lhes sem argumentos frequentemente. Mas não para por aí, no livro de atos os apóstolos argumentavam em seus sermões de acordo com as Escrituras, Paulo foi acusado por Festo de estar enlouquecendo por muito estudar.

Aqui cabe momento para a reflexão, como o cristianismo vai conseguir defender dos ataques do mundo? Como poderemos defender nossa fé? Como poderemos argumentar a favor de um Deus soberano e de sua graça revelada aos pecadores eleitos? Como destruiremos todo argumento e pretensão que levante contra o conhecimento de Deus? (II Co 10.5) Ora, a solução é somente uma, a renovação de nossa mente, uma vida dedicada à palavra de Deus, sabendo que ela e somente ela é nossa regra de fé e prática.

O cristianismo verdadeira, não é moderno, ele foi instituído por Jesus e os apóstolos, ele é um cristianismo pronto para se defender, mas também para avançar, sem medo e preparado para enfrentar qualquer dificuldade em qualquer terreno em que esteja, muito diferente do “cristianismo” praticado em tantas igrejas e pessoas nos tempos hodiernos.

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“Cristianismo” irracional

Os “muitos” Evangelhos e o único Evangelho

Irmãos, hoje eu fiquei profundamente chateado com umas coisas que vi na internet, entre vídeos e textos! Então e gostaria de falar um pouco sobre o capítulo 3 da segunda epístola de Paulo a Timóteo, segue o link para quem quiser acompanhar pelo texto: http://www.bibliaonline.com.br/nvi/2tm/3

 

Hoje nós estamos em tempos que são muito parecidos com os que o Apóstolo Paulo falou a Timóteo, tempos terríveis. Pessoas mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus! Um evangelho que não quer se desfazer do mundo, quer andar de mãos dadas com ele, um evangelho fraco, mundano que tem como expoentes cantores espalhafatosos que fazem um espetáculo de adoração, que dizem “me ama, me ama, me ama”, “Ele me ama do jeito que eu sou”, pregadores que “profetizam” empregos, dinheiro, chaves de carro, células, G12, G11, G30, G29, G210, G310, G1000000, apóstolos e bispos. Mas eu gostaria de rebater, usando o exemplo de Jesus, quando foi tentado pelo acusador, a Bíblia, o sagrado texto, que é útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, como Paulo diz a Timóteo no versículo 16 do texto base para esse post.

Irmãos, é difícil entender como existem tantos cristãos, ou pessoas que se dizem cristãs embaralhadas em tantas coisas, tão longe da verdade das Escrituras, da revelação de Deus, conforme falamos aqui: https://primascriptura.wordpress.com/2014/02/16/o-nome-de-deus-sua-auto-revelacao/. A questão é que essas pessoas trabalham de dia e de noite tentando enganar e enganam também muitas mulheres, como Paulo também disse, mas também muitos homens. No entanto, o que gostaria de escrever é algo que use a sã doutrina, Tt 2.1, para rebater esses ensinos errados, falando a Bíblia, esta sim, é a única profecia, a Palavra de Deus, Jr 23.29.

Começando por essas músicas como “me ama, me ama, me ama”, Hb 12.14, diz que sem a santificação não veremos ao Senhor? Porque, porque o salvo produz frutos de justiça Tg 2.26, Mt 5.20. Deus nos ama, sim, mas ele requer santidade, Ele se revelou a nós através de Suas Escrituras, nos elegeu, salvando-nos em Jesus e requer que como filhos da obediência sejamos santos, separados do mundo e do pecado, I Pe 1.14, e só através da leitura e prática da Bíblia que nós poderemos nos santificar, Sl 119.9, 29, 32, 61. Então o cristão deve parar com essas desculpas e buscar viver uma vida dedicada à leitura e prática da Bíblia, buscando cada vez mais um compromisso com Deus em santidade, pois é a única forma de vermos a Deus! Ou aquela cultura do “Deus sabia que eu ia errar aí”, quem nunca disse isso? Mas onde está na Bíblia escrito que Deus nos chamou “para errar aí”? Deus nos chama à santidade, I Ts 4.7, I Pe 1.15, II Tm 1.9! Sejamos, então, santos!

O outro problema são os tais apóstolos, vejamos o que a Bíblia tem a dizer sobre ser um apóstolo:

“Portanto, é necessário que escolhamos um dos homens que estiveram conosco durante todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu entre nós,
desde o batismo de João até o dia em que Jesus foi elevado dentre nós às alturas. É preciso que um deles seja conosco testemunha de sua ressurreição”.

Atos 1:21-22

Vemos, então os pré-requisitos para ser um apóstolo, segundo os próprios apóstolos, era necessário que esse alguém estivesse presente desde o batismo de João até o dia que Jesus foi elevado às alturas. Bem, é fácil ver que, ninguém vivo hoje em dia cumpre tais pré-requisitos, portanto, nenhum desses auto-denominados apóstolos é apóstolo, muito pelo contrário:

Eles afirmam que conhecem a Deus, mas por seus atos o negam; são detestáveis, desobedientes e desqualificados para qualquer boa obra.
Tito 1:16

tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes.
2 Timóteo 3:5

Como Paulo diz em Fp 3.19, seu deus é seu estômago, só querem receber cada vez mais! Enricar cada vez mais! Enganar cada vez mais! Muitos saem do nosso meio, I Jo 2.19. Muitos se denominam profetas, mas conforme o texto já citado aqui de Jeremias, a profecia é a Palavra de Deus, essa sim, ensina, corrige, exorta, como o apóstolo Paulo disse a Timóteo.

O outro grupo é o grupo que quer ser igual ao mundo, para mostrar que não somos tão diferentes assim, é o grupo que se acomoda com o mundo! É o grupo dos cantores celebridade, dos irmãos descolados, dos que dizem que tudo é relativo, que não protestam contra o pecado! A estes as Escrituram dizem:

Adúlteros, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus.
Tiago 4:4

Eles vêm do mundo. Por isso o que falam procede do mundo, e o mundo os ouve.
1 João 4:5

Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia.
João 15:19

Vemos nesses textos que não há a mínima possibilidade da associação do cristão com o mundo, se o cristão tem amizade como o mundo, então é do mundo e se faz inimigo de Deus, mas se é de Deus, então é inimigo do mundo! Explico que essa posição não é de uma pessoa isolada que não se relaciona com ninguém, pois isto é impossível, mas é a de alguém que vive aqui sabendo que sua pátria não é deste mundo Fp 3.20, Hb 11.16. Alguém que não engana com o mundo e nem o pecado, que se desembaraça das coisas desta vida, Hb 12.1,2.

A todos “estes” evangelhos, rejeitemos e fiquemos com o único Evangelho, o Evangelho pregado por Paulo, pelos apóstolos, trazido pelo próprio Deus através de Jesus, não com os Evangelhos que Paulo jamais pregaria, como afirma um livro do pastor Ciro Sanches Zibordi. Amados, peçamos então, sabedoria a Deus através de sua Palavra, para que falemos apenas do que convém à sã doutrina, Tt 2.1, e que não sejamos enganados por estes tantos falsos Evangelhos! Que a graça de Deus esteja conosco e que a Luz das Santas Escrituras sejam nossos guias, Sl 119.105! Amém!

 

 

Os “muitos” Evangelhos e o único Evangelho

Os sinais do arrebatamento

Amados, volta e meia surgem visões, sinais, cumprimentos dos tempos, mas uma pergunta que gostaria de fazer e tentar responder é: Jesus nos deixou sinais sobre o arrebatamento? Para responder a esta pergunta, devemos começar entendendo a diferença entre o arrebatamento e a segunda vinda de Cristo, já que parece haver certa confusão sobre os dois eventos.

Comecemos pelo arrebatamento, ou translação da igreja, o que é? Vejamos alguns textos bíblicos para tentar trazer luz sobre o assunto:

Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar.
E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver.
João 14:2-3

Ele os manterá firmes até o fim, de modo que vocês serão irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo.
1 Coríntios 1:8

Sabemos que, se for destruída a temporária habitação terrena em que vivemos, temos da parte de Deus um edifício, uma casa eterna no céu, não construída por mãos humanas.
Enquanto isso, gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação celestial,
porque, estando vestidos, não seremos encontrados nus.
Pois, enquanto estamos nesta casa, gememos e nos angustiamos, porque não queremos ser despidos, mas revestidos da nossa habitação celestial, para que aquilo que é mortal seja absorvido pela vida.
Foi Deus que nos preparou para esse propósito, dando-nos o Espírito como garantia do que está por vir.
Portanto, temos sempre confiança e sabemos que, enquanto estamos no corpo, estamos longe do Senhor.
Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos.
Temos, pois, confiança e preferimos estar ausentes do corpo e habitar com o Senhor.
Por isso, temos o propósito de lhe agradar, quer estejamos no corpo, quer o deixemos.
2 Coríntios 5:1-9

A nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente um Salvador, o Senhor Jesus Cristo.
Pelo poder que o capacita a colocar todas as coisas debaixo do seu domínio, ele transformará os nossos corpos humilhados, para serem semelhantes ao seu corpo glorioso.
Filipenses 3:20-21

Vemos, então, clara referência à translação da igreja e ao seu encontro com o Senhor Jesus.

Gostaria de fazer referência a Pentecost, ele escreve:

Seria bom, neste momento, apresentar as várias palavras usadas no Novo Testamento em relação ao segundo advento de Cristo: parousia, apokalupsis e epiphaneia. Embora essas palavras sejam muitas vezes consideradas técnicas, com designações específicas, Walvoord escreve:

I. PAROUSIA

A palavra mais frequentemente usada nas Escrituras em referência ao retorne de Cristo é [parousia] […] ela ocorre 24 vezes no Novo Testamento numa variedade de conexões. Como a sua etimologia indica, a palavra significa estar perto ou ao lado […] Ela envolve tudo o que a palavra portuguesa presença denota […] Passou a significar não só presença, mas o ato pelo qual a presença é realizada, i.e., a vinda do indivíduo.
Um breve resumo de seu uso no Novo Testamento inclui […] I Coríntios 16.17[…] II Coríntios 7.6, 7 […] Filipenses 1.26 […] II Tessalonicenses 2.9 […] Todos são forçados a concordar que esses casos são gerais e não técnicos.
[…] O fato de que é usada frequentemente com relação ao arrebatamento da igreja é claro nas seguintes referências (I Co 15.23; I Ts 2.19; 4.15; 5.23; II Ts 2.1; Tg 5.7,8 […])
No entanto, a palavra também é usada com relação ao retorno de Cristo à terra com a igreja em várias passagens (Mt 24.3,27,37,39; I Ts 3.13; II Ts 2.8; II Pe 1.16) […]
É inevitável concluir que a mesma palavra é usada em todas essas passagens em sentido geral e não específicos. Sua contribuição à doutrina é realçar a presença corporal de Cristo. […]

II. APOKALUPSIS

A segunda palavra importante para a vinda de Cristo […] [apokalupsis] ocorre […] 18 vezes na forma de substantivo, 26 vezes na forma de verbo. Ela é obviamente derivada de […] [apo] e… [kalupto], a última significando cobrir, ou esconder, e com o prefixo, descobrir ou desvendar, e assim, revelar […]
Uma pesquisa daquelas passagens em que a palavra é usada em relação a Cristo demonstra que em várias ocorrências ela é usada para descrever a segunda vinda de Cristo (I Pe 4.13; II Ts 1.7; Lc 17.30) […]
Em outras passagens, todavia, ela é claramente usada com referência à vinda de Cristo nos ares para buscar a igreja (I Co 1.7; Cl 3.4; I Pe 1.7,13) […]
A doutrina em jogo no uso da palavra em relação a Cristo é uma ênfase na manifestação futura da glória de Cristo […]

III. EPIPHANEIA

A terceira palavra usada para o retorno de Cristo é […] [epiphaneia] […] [epi] e [phanes]. O significado de trazer à luz, fazer brilhar, mostrar, é encontrada de Homero em diante (Thayer). A adição da preposição dá a ela um significado intensivo […] ela é usada para a primeira vinda de Cristo à terra em Sua encarnação (Lc 1.79; II Tm 1.10) […]
Quando empregada em referência ao retorno do Senhor, em dois casos ela se refere ao arrebatamento da igreja, e em dois casos parece referir-se à segunda vinda de Cristo […] parece sã exegese classificar I Timóteo 6.14 e II Timóteo 4.8 como referência ao arrebatamento […]
Em II Timóteo 4.1 e Tito 2.13, no entanto, parece haver referência à Sua segunda vinda […] A ênfase dada à verdade no uso de […] [epiphaneia] serve para assegurar que Cristo realmente aparecerá, será reconhecido e manifesto de maneira visível.¹

¹J. Dwight PENTECOST, Manual de Escatologia – Uma análise detalhada dos eventos futuros.

Depois dessas definições mais técnicas, vejamos então um pouco mais da diferença entre o arrebatamento da igreja e o segundo advento de Cristo. O arrebatamento, entende-se como a translação da igreja para encontrar o Senhor Jesus nos ares, já o segundo advento será a manifestação visível do Senhor Jesus, com a igreja, ao mundo.
Então, voltamos à pergunta, há sinais para o arrebatamento? Vejamos um pouco sobre uma doutrina chamada doutrina da iminência.

Pentecost escreve:

A igreja tem a ordem de viver à luz da vinda iminente do Senhor para transladá-la à Sua presença (Jo 14.2,3; At 1.11; I Co 15.51,52; Fp 3.20; Cl 3.4; I Ts 1.10; I Tm 6.14; Tg 5.8; I Pe 3.3,4). Passagens como I Tessalonicenses 5.6, Tito 2.13 e Apocalipse 3.3 alertam o crente a aguardar o próprio Senhor, não aguardar sinais que antecederiam Seu retorno. É verdade que os acontecimentos da septuagésima semana lançarão um prenúncio antes do arrebatamento, mas atenção do crente deve ser sempre dirigida para Cristo, nunca aos presságios.²

²J. Dwight PENTECOST, Manual de Escatologia – Uma análise detalhada dos eventos futuros.

(O autor citado acima faz referência à septuagésima semana, assunto não abordado aqui, por dois motivos, o primeiro é que o objetivo do post não seria apresentá-lo, segundo que o post ficaria muito grande, então peço perdão por apresentar um assunto que não será explicado. Espero poder voltar a ele depois.)

Vejamos, ainda dois textos:

Eis que eu lhes digo um mistério: nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados,
num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados.
1 Coríntios 15:51-52

Depois disso, os que estivermos vivos seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre.
1 Tessalonicenses 4:17

Vemos que o apóstolo Paulo esperava pelo Senhor Jesus enquanto ainda estava vivo, ou seja, algo iminente. Então, vemos já que ele não esperava por sinais da vinda de Cristo, para entendermos que os apóstolos já pensavam assim.

Mas e os sinais de Mt 24? Se nós vermos Mt 24.30, veremos que Jesus faz referência a um evento visível, logo, os sinais são realmente da vinda de Cristo, onde todos o verão, o segundo advento e não o arrebatamento da igreja.

Ainda, gostaria de fazer mais uma referência a Pentecost:

L. A necessidade de um intervalo. A palavra apantesis (encontrar) é usada em At 28.15 com a ideia de “encontrar-se com”. Não raro se afirma que a palavra usada em I Tessalonicenses 4.17 tem a mesma ideia, logo a igreja deve ser arrebatada para retornar instantânea e imediatamente com o Senhor à terra, negando e tornando impossível qualquer intervalo entre o arrebatamento e o retorno. Não apenas a palavra grega não exige tal interpretação, como também certos acontecimentos previstos para a igreja após a sua translação tornam tal interpretação impossível. Os acontecimentos são: 1) i tribunal de Cristo, 2) a apresentação da igreja a Cristo e 3) as bodas do Cordeiro.

1. Passagens como II Coríntions 5.9; I Coríntios 3.11-16; Apocalipse 4.4 e 19.8,14 mostram que a igreja já terá sido examinada no que diz respeito à sua administração e terá recebido sua recompensa por ocasião da segunda vinda de Cristo. É impossível conceber esse acontecimento sem que transcorra algum período de tempo.

2. A igreja deve ser apresentada como presenta do Pai para o Filho. Scofield escreve:

Esse é o momento da suprema alegria de nosso Senhor – a consumação de toda a Sua obra de redenção.

“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio de lavagem de água pela palavra, PARA A APRESENTAR A SI MESMO Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem cousa semelhante, porém santa e sem defeito.” (Ef 5.25-27).
“Ora, aquele que é poderoso PARA VOS GUARDAR DE TROPEÇOS E PARA VOS APRESENTAR COM EXULTAÇÃO, IMACULADOS DIANTE DE SUA GLÓRIA” (Jd 24).

3. Apocalipse 17.7-9 revela que a consumação da união entre Cristo e a igreja precede a segunda vinda. Em muitas passagens, como Mt 25.1-13, 22.1-14 e Lucas 12.35-41, o Rei é visto no papel do Noivo na Sua vinda, indicando que o casamento já se realizou. Esse acontecimento, da mesma maneira, requer um período de tempo e torna impossível que o arrebatamento e a manifestação sejam acontecimentos simultâneos. Embora a extensão do período não esteja sendo verificada nessa discussão, faz-se necessário um intervalo entre o arrebatamento e a revelação.³

³ J. Dwight Pentecost, Manual de Escatologia – Uma análise detalhada dos eventos futuros.

Então, vemos aqui, que não só há diferença entre o arrebatamento e o segundo advento, como também o arrebatamento ocorrerá primeiro e que ainda pode ocorrer a qualquer instante e não devemos esperar por sinais, mas, sim, pelo Senhor Jesus e que haverá um intervalo entre os dois eventos. Então, todos as “revelações” de sinais sobre o arrebatamento são obras da carne e não condizem com a ortodoxia bíblia, sendo portanto rejeitados, Gl 1.8,9. Então, esperemos com fé o Senhor Jesus e sua vinda para buscar a igreja! Aleluia!

Os sinais do arrebatamento

A “divina” revelação?

Amados, venho através deste post abordar um assunto que me chamou à atenção. Mais de uma vez já ouvi “testemunhos” de pessoas dizendo já terem visitado ou terem visto o céu e/ou o inferno e dizendo coisas além da Bíblia sobre esses temas. Vejamos um texto:

As coisas encobertas pertencem ao Senhor, ao nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei.
Deuteronômio 29:29

Com este texto já poderíamos encerrar o assunto. Mas vamos tentar discorrer um pouco mais sobre tais assuntos.

Primeiro, Hb 9.27: “Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo”, vemos que após o homem morrer, este já é julgado (excluindo, portanto, a possibilidade de um limbo e/ou purgatório!), ora, ou se morre salvo em Cristo ou não. Jesus disse, Mt 9.6: “Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados” — disse ao paralítico: “Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa”. “, a obra redentora de Jesus é para os vivos, não que Ele não tenha poder de perdoar quem já morreu, mas a escolha de se render ao Senhor Jesus deve ser feita em vida, afinal, após a morte, vem o juízo.

Segundo, para onde vão as pessoas após morrerem? Vão para o céu os salvos? E os perdidos, para o inferno? Afinal o que é o céu e o que é o inferno? Comecemos vendo um pouco sobre o céu. Deus habita no céu, Sl 33.13,14; Jesus foi para lá At 1.11; prometendo preparar-nos lugar e vir nos buscar para que estejamos também com Ele lá, Jo 14.2,3. Aqui já vemos a ideia de que só haverão salvos no céu quando Jesus vier buscá-los, Jo 17.5, 17.24; Jesus já estava lá com o Pai antes de tudo existir, Jo 1.1-5, afinal, Jesus como Deus sempre existiu! Não apenas isto, mas quer que seus servos estejam lá com Ele também, por isso vem nos buscar! Aleluia! João descreve um pouco sobre os céus:

Então vi um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia.
Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido.
Ouvi uma forte voz que vinha do trono e dizia: “Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus.
Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou”.
Aquele que estava assentado no trono disse: “Estou fazendo novas todas as coisas! ” E acrescentou: “Escreva isto, pois estas palavras são verdadeiras e dignas de confiança”.
Disse-me ainda: “Está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem tiver sede, darei de beber gratuitamente da fonte da água da vida.
O vencedor herdará tudo isto, e eu serei seu Deus e ele será meu filho. 
Apocalipse 21:1-7

Um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas aproximou-se e me disse: “Venha, eu lhe mostrarei a noiva, a esposa do Cordeiro”.
Ele me levou no Espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a Cidade Santa, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus.
Ela resplandecia com a glória de Deus, e o seu brilho era como o de uma jóia muito preciosa, como jaspe, clara como cristal. 
Apocalipse 21:9-11

O céu esta reservado aos salvos, contudo os que dormem no Senhor não estão lá ainda, mas estarão! I Co 15.52. Mas já estão em um local de descanso, Lc 16.22, que a Bíblia não afirma claramente onde é, mas já é um local para os salvos descansarem e esperaram para se encontrar com o Senhor Jesus no arrebatamento e depois, com Ele, irem para o céu.

Mas, e os que morrem sem Cristo? Lc 16.22-24, vemos que o rico foi para um local de sofrimento, Hades em grego, a habitação dos mortos sem salvação. Entretanto tal local não é o inferno propriamente dito, Ap 21.8, João se refere à segunda morte, a morte espiritual, o afastamento de Deus. Ap 20.11-15, as pessoas só irão a este local terrível após o Juízo Final, que os santos não passarão, Rm 8.1; I Ts 5.8,9. O inferno é um local terrível, Jd 7,13. Outra característica é que não há mudança após isto, a salvação é eterna, assim como também a perdição, Mt 25.46!

Concluímos, sabendo que Deus habita no céu, onde os anjos o servem, mas não há salvos no céu ainda! Assim, como ainda não há pessoas habitando o inferno, nem o diabo e seus anjos estão lá, Ef 6.12. De acordo com Dt 29.29, aprendemos que tais revelações sobre o céu e o inferno e de supostas pessoas lá são falsas e que não devemos especular sobre o que Bíblia não fala! Por mais “honesto” que o “testemunho” possa parecer, afinal:

Mas ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado!
Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado! 
Gálatas 1:8-9

Devemos rejeitar qualquer pensamento que ensine algo que vá “além” do ensinamento bíblico e principalmente algo que seja contrário! Afinal, a Bíblia é a resposta final para nossas vidas e o padrão de Deus a ser seguido, II Tm 3.16,17!

Fonte: Bíblia de Estudo de Genebra

A “divina” revelação?

Os serviçais de Mamon

(Post editado dia 28/08/2012)

Em Mateus 6.24 Jesus nos faz um alerta:

“Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro.”

Jesus aqui faz uma personificação de um termo aramaico, Mamon, que significa riquezas. Então, ele nos mostra que ou serviremos e nos dedicaremos a Deus ou às riquezas. Em primeira instância, é errado ser rico? O servo de Deus tem de ser pobre? Não, para as duas perguntas. Temos exemplos de pessoas ricas na Bíblia: Abraão, Isaque, Jacó, Jó, entre tantos outros. Logo, não é errado ser rico, assim como não é errado ser pobre. Os discípulos de Jesus, por exemplo, deixaram suas vidas para seguir a Jesus e depois se dedicar a pregação do Evangelho. Mas, o mais importante é que Deus não faz distinção entre os pobres e ricos:

“Não é verdade que ele não mostra parcialidade a favor dos príncipes, e não favorece o rico em detrimento do pobre, uma vez que todos são obra de suas mãos?” – Jó 34:19

Pelo contrário, como o próprio Eliú disse:

“Ele retribui ao homem conforme o que este fez, e lhe dá o que a sua conduta merece.” – Jó 34:11

Então, o supremo Senhor, que é justo, não faz acepção de pessoas, nem trata ninguém diferente por causa de sua posição social, Deus é justo para com todos, ainda citando outro texto do discurso de Eliú:

“Deus é poderoso, mas não despreza os homens; é poderoso e firme em seu propósito.” – Jó 36:5

Deus é justo e não despreza a ninguém, a versão atualizada diz na parte final desse texto – “é grande na força da sua compreensão”. Vimos que Deus a ninguém trata diferente e que não é errado ser rico, o próprio Deus restaurou o estado de Jó e lhe deu mais ainda do que dantes tinha o patriarca, Jó 42.12.

Logo, qual o problema das riquezas? Vejamos o que a Bíblia tem a nos dizer:

“pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos.” – I Tm 6.10

Ainda:

Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: “Nunca o deixarei, nunca o abandonarei”. Hb 13.5

Vemos que o amor ao dinheiro é raiz de todos os males, não o dinheiro em si, até porque o dinheiro soluciona problemas. Vemos ainda o autor aos hebreus falando que também devemos nos contentar com o que temos, não devemos ser avarentos, correr atrás de riquezas, afinal a maior riqueza o cristão já possui, que é sua salvação que foi comprada pelo sangue de Jesus e esse tesouro a traça não destrói, Mt 6.19; I Co 15.19. Nossa preocupação principal, amados, deve ser viver uma vida de santidade diante de Deus, Hb 12.14, não servir às riquezas a Mamon.

Temos visto em nosso tempo, muitas pessoas amando mais ao mundo do que a Cristo, abandonando a sã carreira em busca de coroa incorruptível por uma glória passageira e corruptível, trocando o serviço a Deus por servir a Mamon. Como mostrado no primeiro texto citado nesse post, o Senhor Jesus nos advertiu que devemos servir a Deus, mas não é assim que muitos tem feito, homens servindo a Mamon e seu próprio ventre, Fp 3.19, Rm 16.18, muitos até famosos, vão à TV, rádio, pedir dinheiro, querendo enriquecer, vendendo isto, isto, aquilo e tantas coisas mais em nome do Evangelho. Fazendo da igreja covil de salteadores, Lc 19.46. Esses serviçais de Mamon são especialistas em negociar usando o nome do santo evangelho, até usando Bíblia, “Bíblia da vitória financeira”, pedindo ofertas volumosas pra mudar de vida, pedindo até que as pessoas deem seu próprio aluguel, veja a que ponto chegamos! Praticamente uma quadrilha, até o aluguel alguns serviçais de Mamon pedem, quanta falta de responsabilidade e quanta calhordice! Ora, tais obreiros são ladrões e Jesus também nos alertou sobre o ladrão, Jo 10.10.

Veja que muitos faziam até parte do seio de nossas igrejas, mas a ganância os motiva a romper e criar suas igrejolas, sob a falácia de estarem debaixo de uma nova visão, uma nova fé, um novo movimento, pura heresia que o apóstolo Paulo nos disse que tais pessoas ao pregarem um evangelho diferente do já estabelecido tornam-se anátemas, ou seja, amaldiçoados, conforme Gl 1.8,9. Não são poucos hoje os que assim o fazem, abrem novas igrejas, buscam riquezas, a TV está cheia do exemplo de tais pessoas, que escandalizam o evangelho santo, mas serão todos julgados por Deus, Jó 34.21-23 O verdadeiro evangelho consiste em poder de Deus, Rm 1.16. Jesus disse que devemos buscar primeiro o reino de Deus e as demais coisas nos seriam acrescentadas, Mt 6.33, Pedro diz para lançarmos nossa ansiedade nele, pois Ele tem cuidado de nós, I Pe 5.7. Logo, dediquemo-nos em servir e seguir a Jesus, pois Ele é o único caminho que conduz o homem a Deus, Jo 14.7, I Tm 2.5. Deixemos de lado todo o embaraço, Hb 12.1, deixando de lado os serviçais de Mamon que entrarão em juízo com Deus, afinal os avarentos não tem parte com Deus, I Co 6.10.

Os serviçais de Mamon