A excelência da busca pelo Pai

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Joseph Campbell foi um estudioso de religião comparada, uma de suas obras se chama, em português “O herói de mil faces”, é um excelente livro no qual o ator se propõe a estudar os mitos, mostrando que em todas as religiões há algo em comum, além do que a jornada do herói, ou monomito, em português, sempre muito parecidas tendo um ciclo em comum.

A jornada do herói, ou monomito, é o ciclo que um personagem mitológico, fictício passa. No livro, Campbell tenha mostrar um paralelo entre essas histórias e a vida das pessoas, pois até mesmo personagens históricos passam por algo parecido. Por exemplo, Sansão: ele recebeu um chamado de Deus ainda antes de nascer, passou a vida rejeitando o chamado, foi iludido por fatores etéreos, no caso dele mulheres, mas no final entendeu seu chamado e morreu cumprindo sua missão. Mais um exemplo, Moisés: Ele nasceu e foi salvo por um ato miraculoso, mais tarde recebe seu chamado de forma sobrenatural, nega o chamado, depois o aceita e busca cumprir sua missão. Um padrão sempre se repete.

Nessas jornadas mitológicas, muitas vezes há um herói que parte em busca de seu pai desconhecido, sendo também uma busca por identidade. Ora, mas o que há em comum com a vida do cristão? É justamente a busca pelo Pai, que é a busca final do cristão. E é sobre ela que gostaria que meditássemos um pouco.

Tudo começa quando somos salvos, justificados pela obra de Cristo, estando ainda mortos espiritualmente, Ef 2.5. Sendo convencidos do pecado pelo Espírito Santo, Jo 16.8. Deus nos leva até Jesus, Jo 6.37. Jesus ainda diz neste último texto que não rejeita aquele que o Pai traz até Ele, afinal os que vem a Jesus já estão predestinados antes da fundação do mundo. Agora começa nossa busca por Deus e pela glorificação de Deus através de nossas vidas, mas como saber agradar a Deus, como glorificá-lo, senão indo a Ele? Começamos, então a mais sublime das jornadas!

Na nossa caminhada, deixamos para trás o que veio antes de Cristo, tudo se torna supérfluo depois da iluminação que recebemos, as coisas que antes nos agradavam se tornam apenas névoas, ilusões etéreas, que servem apenas para nos distrair, Hb 12.1. Afinal essas coisas não se comparam com a glória do porvir, que é a contemplação do Pai, que é estar eternamente na presença do Pai! Temos de nos lembrar sempre disso, estarmos focados nisso! Nossa jornada não é por nada terreno, por mais agradável que algo terreno possa ser, ela é por algo eterno, não passageiro, que é a presença do Pai.

Mas nem sempre a caminhada é fácil, as dificuldades vem, querendo trazer com elas o desespero. Contudo, nesses momentos devemos nos lembrar que Jesus está conosco e que as dificuldades tem um propósito divino também, nosso amadurecimento, espiritual e pessoal, assim como também estamos mais próximos do Pai! Sim, a busca por conhecer a Deus passa por conhecermos a nós mesmos, meditação na palavra, para termos mais confiança em Deus e cada vez mais percebemos que todas as provações não passam de nuvens passageiras, que não se comparam a glória eterna que teremos na presença do Pai.

Muitas vezes, também, nos distraímos por não entender que Deus pode realizar nossa busca por satisfação e felicidade! Em nos jornada, o amadurecimento serve para entendermos que tudo mais é passageiro e ilusório! O único bem que falta a pena é presença do Pai. Em sua busca, o herói renuncia tudo que é terreno, pois sabe o verdadeiro valor de sua busca, assim sejamos nós também. Como disse John Piper, na presença de Deus há satisfação, prazer, alegria, contemplação, encantamento por trilhões de trilhões de eras! Lembremos que nosso verdadeiro tesouro é a presença de Deus e narra mais. E Deus é mais glorificado em nós, quando estamos mais satisfeitos nele! Através da glorificação de Deus, encontramos satisfação também!

Tu me farás conhecer a vereda da vida, a alegria plena da tua presença, eterno prazer à tua direita. Sl 16.11

Tudo isso encontramos na presença de Deus! Louvado seja o nome dele! Que entendamos isso, e sigamos no caminho em direção ao pai, buscando satisfação nele, e correndo ao encontro dele. Para finalizar, gostaria de deixar essa música dos irmãos Arrais, que fala também um pouco da nossa jornada como cristãos.

A excelência da busca pelo Pai

Uma imagem moderna sobre Deus

Nessa artigo, meus irmãos gostaria de discorrer um pouco sobre a imagem de Deus que muitas pessoas tem, independente de suas denominações, é verdade que essa imagem é bastante forte entre os carismáticos, mas não penso ser apenas com eles. Após isto, gostaria de contrastar com a Bíblia. Então, vejamos algumas dessas características:

Deus seria incoerente

Isso mesmo, Deus parece ser incoerente.  Mas por quê? A Bíblia é a revelação de Deus, onde nós aprendemos sobre o caráter de Deus e o que Deus requer de nós, Mq 6.8. Sabemos ainda que ela é inspirada por Deus, para tornar o homem de Deus perfeito II Tm 3.16, 17. (Apesar de que nesse texto, Paulo se referia apenas ao Antigo Testamento, que era o que estava escrito na época de Timóteo, mas por fé, entendemos que o Novo Testamento também é inspirado e é a Palavra de Deus revelada a nós).

Ora, mas até aí, nenhuma incoerência! Justamente, a incoerência esta no fato de Deus ter revelado sua Palavra a nós, para nos conduzir à santidade, para lhe emularmos o caráter e alguns cristãos acreditam ainda que Deus ainda fala através de pessoas hoje em dia, entregando novos oráculos e revelações. Eis a incoerência, se Deus usou seus servos para nos transmitirem sua Palavra expressa e concluiu essa obra, é por que para Deus a obra estava perfeita e mais do que suficiente, pois sabemos que em Deus não há engano (Nm 23.19), afinal, não fosse a Bíblia suficiente, poderíamos atribuir má fé e engano a Deus, mas Deus é santo e n’Ele não há engano. Logo, sua Palavra é mais do que suficiente para guiar o homem durante toda sua vida. Portanto, se Deus deu sua revelação como encerrada, como Ele ainda se revelaria hoje em dia? Um dos lemas da reforma protestante é Sola Scriptura, que significa a suficiência das Escrituras, nela podemos encontrar tudo o que precisamos para viver nossas vidas. Então, alguns cristãos até confessam nominalmente a suficiência das Escrituras, mas ao buscar oráculos além delas, negam-lhe a suficiência, e na verdade, a incoerência está neles.

Deus não é Soberano

Esse, também é bem recorrente. A expressão máxima dele é “vontade permissiva de Deus”, ou seja, Deus não queria que algo acontecesse, mas permitiu. Essa figura parece mais a do pai condescendente do que a de um Deus Soberano que está acima de tudo e de todos. Ora, Jó afirma que Deus pode tudo, isto é, é Todo-Poderoso, e que nenhum de seus propósitos pode ser impedido, Jó 42.2.  Ainda, Deus faz tudo o que lhe agrada, Sl 115.3. Deus é imutável, sabe tudo, inclusive todo o futuro e cumpre todos os seus propóstos, Is 46.9,10.  Isto também contraria o teísmo aberto, no qual Deus não sabe o futuro. Muito pelo contrário, Deus é Soberano, mas as pessoas parecem não entender o que isso significa, significa que Deus é Rei acima de tudo e de todos e que sua vontade é absoluta, Sl 103.19, Sl 135.6, Pv 19.21, Pv 21.30. E por último, Salomão ainda afirma que Deus criou tudo de acordo com o seu propósito, até o perverso para o dia da calamidade, ou o ímpio para o dia do castigo, Pv 16.4. Ora, ainda há muitos mais textos na Bíblia afirmando a soberania de Deus! E veja que Deus grande e glorioso é o que nos salvou e redimiu! Glória ao seu nome, afinal, para Ele são todas as coisas, Rm 11.36. Logo, tudo que ocorre é de acordo com a expressa vontade de Deus, nada acontece fora de sua vontade ou desígnios soberanos. Uma música do cantor João Alexandre se refere a Deus como um tapeceiro e a vida como uma obra de tapeçaria, ora, Deus é o tapeceiro e que faz a obra como sua vontade e de forma com que lhe agrade! Aleluia! Quão imenso é este Deus!

Portanto, irmãos sigamos em dedicação à leitura da Bíblia, pois é através dela que aprendemos sobre Deus, este Deus tremendo conforme acabamos de ver e aprendemos também o que Ele requer de nós.

Uma imagem moderna sobre Deus

“Cristianismo” irracional

Gostaria de começar esse texto com uma citação retirada do livro “Filosofia e Cosmovisão Cristã”, J. P. Moreland, W. L. Craig:

Devo ser franco com vocês: o antiintelectualismo é o maior perigo que o cristianismo evangélico americano enfrenta. A mente, compreendida em suas maiores e mais profundas faculdades, não tem recebido suficiente atenção. No entanto, a formação intelectual não ocorre sem uma completa imersão, durante anos, na história do pensamento e do espírito. Os que estão com pressa de sair da universidade e começar a ganhar dinheiro, trabalhar na igreja ou pregar o evangelho não tem ideia do valor infinito de gastar anos dedicados à conversação com as maiores mentes e almas do passado, desenvolvendo, afiando e aumentando o seu poder de pensamento. O resultado é que o terreno do pensamento criativo é abandonado e entregue ao inimigo. Quem, entre os evangélicos, pode enfrentar os grandes pensadores seculares em seus próprios termos acadêmicos? Quem, entre os estudiosos evangélicos, é citado pelas maiores autoridades seculares como fonte normativa de história, filosofia, psicologia, sociologia ou política? O modo evangélico de pensar tem uma mínima oportunidade de se tornar dominante nas grandes universidades da Europa e da América que modelam toda a nossa civilização com seu espírito e suas ideias? Por uma maior eficácia no testemunho de Jesus Cristo, bem como em favor de sua causa, os evangélicos não podem se dar ao luxo de continuar vivendo na periferia da existência intelectual responsável.

 

Há algum tempo faço alguns questionamentos, entre eles sobre o “cristianismo “moderno”, mas aí, lendo sobre santos piedosos do presente e do passado, vejo que eles também fazem tais questionamentos e põem em cheque o que chamei de “cristianismo” “moderno”. Não que eu seja alguma coisa, muito pelo contrário, sem cinismo algum, sei que sou pecador, que no maior de meus esforços o que posso produzir algo que quebra as leis de Deus e que preciso dele em todas as áreas de minha vida. Também reconheço como os cristãos pré-reforma, os reformados do passado e do presente que a Bíblia é mais que suficiente como regra de fé e prática para a vida do homem.

Mas esse “cristianismo” “moderno” parece ser tão distante do que deveria ser, ele é tão pífio, tão cínico, tão orgulhoso, onde as pessoas muitas vezes buscam mestres para se satisfazer (II Tm 4.3), deixando a Bíblia de lado. Outras vezes, colocando temas secundários como principal, deixando a cruz de Cristo como coadjuvante. Um cristianismo midiático, das tendas dos milagres, do jejum miraculoso, disso e daquilo outro.

Ora, mas qual o problema desse cristianismo? Veja por exemplo a bancada “evangélica”, porque essa bancada não consegue sucesso em temas de ética cristã como aborto, eutanásia e tantas outras coisas? Ora, é complicado muitas vezes de se haver até um debate, você vê pessoas totalmente destreinadas, sem a mínima capacidade de argumentação, muitas vezes não aceitando o debate e usando apela à autoridade ou até ataques pessoais. Muitas vezes seus argumentos deveras rasos são desprovidos até de base bíblica. E parece não haver uma preocupação com isto! Mas o que Pedro diz em uma de suas epístolas:

Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês

1 Pedro 3:15

Ora, mas não deveríamos estar prontos para responder tais perguntas? E como respondê-las e tantas outras sem reflexão, sem um estudo dedicado da Bíblia e dos livros ortodoxos que nos ajudam em nossos estudos das Escrituras?! O que se vê é um cristianismo que se baseia demais em emoção, que deixa o intelecto de lado, mas o nosso culto não deveria ser racional (Rm 12.1-2), o temor do Senhor não é o princípio da sabedoria? Então, por que esse cristianismo moderno relega tanto isso? Qualquer pessoa que leia os evangelhos, vai ver que Jesus sabia argumentar contra todos os seus acusadores e deixava-lhes sem argumentos frequentemente. Mas não para por aí, no livro de atos os apóstolos argumentavam em seus sermões de acordo com as Escrituras, Paulo foi acusado por Festo de estar enlouquecendo por muito estudar.

Aqui cabe momento para a reflexão, como o cristianismo vai conseguir defender dos ataques do mundo? Como poderemos defender nossa fé? Como poderemos argumentar a favor de um Deus soberano e de sua graça revelada aos pecadores eleitos? Como destruiremos todo argumento e pretensão que levante contra o conhecimento de Deus? (II Co 10.5) Ora, a solução é somente uma, a renovação de nossa mente, uma vida dedicada à palavra de Deus, sabendo que ela e somente ela é nossa regra de fé e prática.

O cristianismo verdadeira, não é moderno, ele foi instituído por Jesus e os apóstolos, ele é um cristianismo pronto para se defender, mas também para avançar, sem medo e preparado para enfrentar qualquer dificuldade em qualquer terreno em que esteja, muito diferente do “cristianismo” praticado em tantas igrejas e pessoas nos tempos hodiernos.

“Cristianismo” irracional

Convite aos jovens a uma vida de sacrifício – Por Paul Washer

Repostando de Cristãos Contra o Mundo.

Cristãos Contra O Mundo

“Convite aos jovens a uma vida de sacrifício” é um pequeno vídeo do Paul Washer que circula na internet no qual ele desafia os jovens cristãos a não serem meros teólogos de internet, mas arautos do Evangelho entre os povos não alcançados. Esse é um convite que tem desafiado muito a todos nós que fazemos parte do Blog Cristãos Contra o Mundo, nos lembrando sempre qual deve ser o propósito do nosso blog e nos encorajando a sairmos da frente do computador e irmos às ruas. Assim, decidimos publicar aqui uma transcrição em Português desse pequeno “sermão” do Paul Washer a fim de compartilhar com todos os leitores do blog o mesmo desafio que nos tem sido feito como jovens cristãos:

Eu realmente não sou da geração de blogs, Facebook, internet e etc.. Eu sou das antigas. E eu compreendo que todas essas coisas tem certo valor, mas meu coração…

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Convite aos jovens a uma vida de sacrifício – Por Paul Washer

Os “muitos” Evangelhos e o único Evangelho

Irmãos, hoje eu fiquei profundamente chateado com umas coisas que vi na internet, entre vídeos e textos! Então e gostaria de falar um pouco sobre o capítulo 3 da segunda epístola de Paulo a Timóteo, segue o link para quem quiser acompanhar pelo texto: http://www.bibliaonline.com.br/nvi/2tm/3

 

Hoje nós estamos em tempos que são muito parecidos com os que o Apóstolo Paulo falou a Timóteo, tempos terríveis. Pessoas mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus! Um evangelho que não quer se desfazer do mundo, quer andar de mãos dadas com ele, um evangelho fraco, mundano que tem como expoentes cantores espalhafatosos que fazem um espetáculo de adoração, que dizem “me ama, me ama, me ama”, “Ele me ama do jeito que eu sou”, pregadores que “profetizam” empregos, dinheiro, chaves de carro, células, G12, G11, G30, G29, G210, G310, G1000000, apóstolos e bispos. Mas eu gostaria de rebater, usando o exemplo de Jesus, quando foi tentado pelo acusador, a Bíblia, o sagrado texto, que é útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, como Paulo diz a Timóteo no versículo 16 do texto base para esse post.

Irmãos, é difícil entender como existem tantos cristãos, ou pessoas que se dizem cristãs embaralhadas em tantas coisas, tão longe da verdade das Escrituras, da revelação de Deus, conforme falamos aqui: https://primascriptura.wordpress.com/2014/02/16/o-nome-de-deus-sua-auto-revelacao/. A questão é que essas pessoas trabalham de dia e de noite tentando enganar e enganam também muitas mulheres, como Paulo também disse, mas também muitos homens. No entanto, o que gostaria de escrever é algo que use a sã doutrina, Tt 2.1, para rebater esses ensinos errados, falando a Bíblia, esta sim, é a única profecia, a Palavra de Deus, Jr 23.29.

Começando por essas músicas como “me ama, me ama, me ama”, Hb 12.14, diz que sem a santificação não veremos ao Senhor? Porque, porque o salvo produz frutos de justiça Tg 2.26, Mt 5.20. Deus nos ama, sim, mas ele requer santidade, Ele se revelou a nós através de Suas Escrituras, nos elegeu, salvando-nos em Jesus e requer que como filhos da obediência sejamos santos, separados do mundo e do pecado, I Pe 1.14, e só através da leitura e prática da Bíblia que nós poderemos nos santificar, Sl 119.9, 29, 32, 61. Então o cristão deve parar com essas desculpas e buscar viver uma vida dedicada à leitura e prática da Bíblia, buscando cada vez mais um compromisso com Deus em santidade, pois é a única forma de vermos a Deus! Ou aquela cultura do “Deus sabia que eu ia errar aí”, quem nunca disse isso? Mas onde está na Bíblia escrito que Deus nos chamou “para errar aí”? Deus nos chama à santidade, I Ts 4.7, I Pe 1.15, II Tm 1.9! Sejamos, então, santos!

O outro problema são os tais apóstolos, vejamos o que a Bíblia tem a dizer sobre ser um apóstolo:

“Portanto, é necessário que escolhamos um dos homens que estiveram conosco durante todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu entre nós,
desde o batismo de João até o dia em que Jesus foi elevado dentre nós às alturas. É preciso que um deles seja conosco testemunha de sua ressurreição”.

Atos 1:21-22

Vemos, então os pré-requisitos para ser um apóstolo, segundo os próprios apóstolos, era necessário que esse alguém estivesse presente desde o batismo de João até o dia que Jesus foi elevado às alturas. Bem, é fácil ver que, ninguém vivo hoje em dia cumpre tais pré-requisitos, portanto, nenhum desses auto-denominados apóstolos é apóstolo, muito pelo contrário:

Eles afirmam que conhecem a Deus, mas por seus atos o negam; são detestáveis, desobedientes e desqualificados para qualquer boa obra.
Tito 1:16

tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes.
2 Timóteo 3:5

Como Paulo diz em Fp 3.19, seu deus é seu estômago, só querem receber cada vez mais! Enricar cada vez mais! Enganar cada vez mais! Muitos saem do nosso meio, I Jo 2.19. Muitos se denominam profetas, mas conforme o texto já citado aqui de Jeremias, a profecia é a Palavra de Deus, essa sim, ensina, corrige, exorta, como o apóstolo Paulo disse a Timóteo.

O outro grupo é o grupo que quer ser igual ao mundo, para mostrar que não somos tão diferentes assim, é o grupo que se acomoda com o mundo! É o grupo dos cantores celebridade, dos irmãos descolados, dos que dizem que tudo é relativo, que não protestam contra o pecado! A estes as Escrituram dizem:

Adúlteros, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus.
Tiago 4:4

Eles vêm do mundo. Por isso o que falam procede do mundo, e o mundo os ouve.
1 João 4:5

Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia.
João 15:19

Vemos nesses textos que não há a mínima possibilidade da associação do cristão com o mundo, se o cristão tem amizade como o mundo, então é do mundo e se faz inimigo de Deus, mas se é de Deus, então é inimigo do mundo! Explico que essa posição não é de uma pessoa isolada que não se relaciona com ninguém, pois isto é impossível, mas é a de alguém que vive aqui sabendo que sua pátria não é deste mundo Fp 3.20, Hb 11.16. Alguém que não engana com o mundo e nem o pecado, que se desembaraça das coisas desta vida, Hb 12.1,2.

A todos “estes” evangelhos, rejeitemos e fiquemos com o único Evangelho, o Evangelho pregado por Paulo, pelos apóstolos, trazido pelo próprio Deus através de Jesus, não com os Evangelhos que Paulo jamais pregaria, como afirma um livro do pastor Ciro Sanches Zibordi. Amados, peçamos então, sabedoria a Deus através de sua Palavra, para que falemos apenas do que convém à sã doutrina, Tt 2.1, e que não sejamos enganados por estes tantos falsos Evangelhos! Que a graça de Deus esteja conosco e que a Luz das Santas Escrituras sejam nossos guias, Sl 119.105! Amém!

 

 

Os “muitos” Evangelhos e o único Evangelho

A “divina” revelação?

Amados, venho através deste post abordar um assunto que me chamou à atenção. Mais de uma vez já ouvi “testemunhos” de pessoas dizendo já terem visitado ou terem visto o céu e/ou o inferno e dizendo coisas além da Bíblia sobre esses temas. Vejamos um texto:

As coisas encobertas pertencem ao Senhor, ao nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei.
Deuteronômio 29:29

Com este texto já poderíamos encerrar o assunto. Mas vamos tentar discorrer um pouco mais sobre tais assuntos.

Primeiro, Hb 9.27: “Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo”, vemos que após o homem morrer, este já é julgado (excluindo, portanto, a possibilidade de um limbo e/ou purgatório!), ora, ou se morre salvo em Cristo ou não. Jesus disse, Mt 9.6: “Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados” — disse ao paralítico: “Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa”. “, a obra redentora de Jesus é para os vivos, não que Ele não tenha poder de perdoar quem já morreu, mas a escolha de se render ao Senhor Jesus deve ser feita em vida, afinal, após a morte, vem o juízo.

Segundo, para onde vão as pessoas após morrerem? Vão para o céu os salvos? E os perdidos, para o inferno? Afinal o que é o céu e o que é o inferno? Comecemos vendo um pouco sobre o céu. Deus habita no céu, Sl 33.13,14; Jesus foi para lá At 1.11; prometendo preparar-nos lugar e vir nos buscar para que estejamos também com Ele lá, Jo 14.2,3. Aqui já vemos a ideia de que só haverão salvos no céu quando Jesus vier buscá-los, Jo 17.5, 17.24; Jesus já estava lá com o Pai antes de tudo existir, Jo 1.1-5, afinal, Jesus como Deus sempre existiu! Não apenas isto, mas quer que seus servos estejam lá com Ele também, por isso vem nos buscar! Aleluia! João descreve um pouco sobre os céus:

Então vi um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia.
Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido.
Ouvi uma forte voz que vinha do trono e dizia: “Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus.
Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou”.
Aquele que estava assentado no trono disse: “Estou fazendo novas todas as coisas! ” E acrescentou: “Escreva isto, pois estas palavras são verdadeiras e dignas de confiança”.
Disse-me ainda: “Está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem tiver sede, darei de beber gratuitamente da fonte da água da vida.
O vencedor herdará tudo isto, e eu serei seu Deus e ele será meu filho. 
Apocalipse 21:1-7

Um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas aproximou-se e me disse: “Venha, eu lhe mostrarei a noiva, a esposa do Cordeiro”.
Ele me levou no Espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a Cidade Santa, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus.
Ela resplandecia com a glória de Deus, e o seu brilho era como o de uma jóia muito preciosa, como jaspe, clara como cristal. 
Apocalipse 21:9-11

O céu esta reservado aos salvos, contudo os que dormem no Senhor não estão lá ainda, mas estarão! I Co 15.52. Mas já estão em um local de descanso, Lc 16.22, que a Bíblia não afirma claramente onde é, mas já é um local para os salvos descansarem e esperaram para se encontrar com o Senhor Jesus no arrebatamento e depois, com Ele, irem para o céu.

Mas, e os que morrem sem Cristo? Lc 16.22-24, vemos que o rico foi para um local de sofrimento, Hades em grego, a habitação dos mortos sem salvação. Entretanto tal local não é o inferno propriamente dito, Ap 21.8, João se refere à segunda morte, a morte espiritual, o afastamento de Deus. Ap 20.11-15, as pessoas só irão a este local terrível após o Juízo Final, que os santos não passarão, Rm 8.1; I Ts 5.8,9. O inferno é um local terrível, Jd 7,13. Outra característica é que não há mudança após isto, a salvação é eterna, assim como também a perdição, Mt 25.46!

Concluímos, sabendo que Deus habita no céu, onde os anjos o servem, mas não há salvos no céu ainda! Assim, como ainda não há pessoas habitando o inferno, nem o diabo e seus anjos estão lá, Ef 6.12. De acordo com Dt 29.29, aprendemos que tais revelações sobre o céu e o inferno e de supostas pessoas lá são falsas e que não devemos especular sobre o que Bíblia não fala! Por mais “honesto” que o “testemunho” possa parecer, afinal:

Mas ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado!
Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado! 
Gálatas 1:8-9

Devemos rejeitar qualquer pensamento que ensine algo que vá “além” do ensinamento bíblico e principalmente algo que seja contrário! Afinal, a Bíblia é a resposta final para nossas vidas e o padrão de Deus a ser seguido, II Tm 3.16,17!

Fonte: Bíblia de Estudo de Genebra

A “divina” revelação?

Os serviçais de Mamon

(Post editado dia 28/08/2012)

Em Mateus 6.24 Jesus nos faz um alerta:

“Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro.”

Jesus aqui faz uma personificação de um termo aramaico, Mamon, que significa riquezas. Então, ele nos mostra que ou serviremos e nos dedicaremos a Deus ou às riquezas. Em primeira instância, é errado ser rico? O servo de Deus tem de ser pobre? Não, para as duas perguntas. Temos exemplos de pessoas ricas na Bíblia: Abraão, Isaque, Jacó, Jó, entre tantos outros. Logo, não é errado ser rico, assim como não é errado ser pobre. Os discípulos de Jesus, por exemplo, deixaram suas vidas para seguir a Jesus e depois se dedicar a pregação do Evangelho. Mas, o mais importante é que Deus não faz distinção entre os pobres e ricos:

“Não é verdade que ele não mostra parcialidade a favor dos príncipes, e não favorece o rico em detrimento do pobre, uma vez que todos são obra de suas mãos?” – Jó 34:19

Pelo contrário, como o próprio Eliú disse:

“Ele retribui ao homem conforme o que este fez, e lhe dá o que a sua conduta merece.” – Jó 34:11

Então, o supremo Senhor, que é justo, não faz acepção de pessoas, nem trata ninguém diferente por causa de sua posição social, Deus é justo para com todos, ainda citando outro texto do discurso de Eliú:

“Deus é poderoso, mas não despreza os homens; é poderoso e firme em seu propósito.” – Jó 36:5

Deus é justo e não despreza a ninguém, a versão atualizada diz na parte final desse texto – “é grande na força da sua compreensão”. Vimos que Deus a ninguém trata diferente e que não é errado ser rico, o próprio Deus restaurou o estado de Jó e lhe deu mais ainda do que dantes tinha o patriarca, Jó 42.12.

Logo, qual o problema das riquezas? Vejamos o que a Bíblia tem a nos dizer:

“pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos.” – I Tm 6.10

Ainda:

Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: “Nunca o deixarei, nunca o abandonarei”. Hb 13.5

Vemos que o amor ao dinheiro é raiz de todos os males, não o dinheiro em si, até porque o dinheiro soluciona problemas. Vemos ainda o autor aos hebreus falando que também devemos nos contentar com o que temos, não devemos ser avarentos, correr atrás de riquezas, afinal a maior riqueza o cristão já possui, que é sua salvação que foi comprada pelo sangue de Jesus e esse tesouro a traça não destrói, Mt 6.19; I Co 15.19. Nossa preocupação principal, amados, deve ser viver uma vida de santidade diante de Deus, Hb 12.14, não servir às riquezas a Mamon.

Temos visto em nosso tempo, muitas pessoas amando mais ao mundo do que a Cristo, abandonando a sã carreira em busca de coroa incorruptível por uma glória passageira e corruptível, trocando o serviço a Deus por servir a Mamon. Como mostrado no primeiro texto citado nesse post, o Senhor Jesus nos advertiu que devemos servir a Deus, mas não é assim que muitos tem feito, homens servindo a Mamon e seu próprio ventre, Fp 3.19, Rm 16.18, muitos até famosos, vão à TV, rádio, pedir dinheiro, querendo enriquecer, vendendo isto, isto, aquilo e tantas coisas mais em nome do Evangelho. Fazendo da igreja covil de salteadores, Lc 19.46. Esses serviçais de Mamon são especialistas em negociar usando o nome do santo evangelho, até usando Bíblia, “Bíblia da vitória financeira”, pedindo ofertas volumosas pra mudar de vida, pedindo até que as pessoas deem seu próprio aluguel, veja a que ponto chegamos! Praticamente uma quadrilha, até o aluguel alguns serviçais de Mamon pedem, quanta falta de responsabilidade e quanta calhordice! Ora, tais obreiros são ladrões e Jesus também nos alertou sobre o ladrão, Jo 10.10.

Veja que muitos faziam até parte do seio de nossas igrejas, mas a ganância os motiva a romper e criar suas igrejolas, sob a falácia de estarem debaixo de uma nova visão, uma nova fé, um novo movimento, pura heresia que o apóstolo Paulo nos disse que tais pessoas ao pregarem um evangelho diferente do já estabelecido tornam-se anátemas, ou seja, amaldiçoados, conforme Gl 1.8,9. Não são poucos hoje os que assim o fazem, abrem novas igrejas, buscam riquezas, a TV está cheia do exemplo de tais pessoas, que escandalizam o evangelho santo, mas serão todos julgados por Deus, Jó 34.21-23 O verdadeiro evangelho consiste em poder de Deus, Rm 1.16. Jesus disse que devemos buscar primeiro o reino de Deus e as demais coisas nos seriam acrescentadas, Mt 6.33, Pedro diz para lançarmos nossa ansiedade nele, pois Ele tem cuidado de nós, I Pe 5.7. Logo, dediquemo-nos em servir e seguir a Jesus, pois Ele é o único caminho que conduz o homem a Deus, Jo 14.7, I Tm 2.5. Deixemos de lado todo o embaraço, Hb 12.1, deixando de lado os serviçais de Mamon que entrarão em juízo com Deus, afinal os avarentos não tem parte com Deus, I Co 6.10.

Os serviçais de Mamon