A alma que pecar, essa morrerá

Ou na NVI, que é a versão que geralmente uso aqui, “aquele que pecar é que morrerá” (Ez 18.20). Que verdade terrível. Não é aquele que pecar muito, nem aquele que pecar a vida toda. Ou aquele que cometer um tipo específico de pecado, ou aquele que repete muito o mesmo pecado. Não! É aquele que pecar! Pensando sobre a justiça de Deus e o quanto sou pecador, imagino-me prostrado, nu, com a espada do juízo de Deus me atravessando, afinal, para onde fugiria eu do Senhor? (Sl 139.7)

Gostaria de neste post falar um pouco sobre a pecaminosidade do homem e, se possível, arrancar a imagem que temos de que somos bons, ou justos, ou até mesmo que merecemos a salvação. Davi, entendeu bem isto e escreveu:

Pois eu mesmo reconheço as minhas transgressões, e o meu pecado sempre me persegue. Sl 51.3

Contra ti, só contra ti, pequei e fiz o que tu reprovas, de modo que justa é a tua sentença e tens razão em condenar-me.
Sei que sou pecador desde que nasci, sim, desde que me concebeu minha mãe. Sl 51.4,5

Agora, nossas desculpas começam a se esvair perante Deus. Pois já nascemos debaixo de pecado, em Gênesis 6 vemos um relato onde Deus fala que tudo que o homem deseja é voltado para o mal, Gn 6.5. Tudo que o homem faz é mal, seus desejos são voltados para o pecado, suas intenções são pecaminosas. E Deus é Santo.

A origem da palavra santo significa separado do uso comum, Deus está muito acima da humanidade, é verdade que Ele a tudo criou e é imanente em toda a sua criação, não é que Deus esteja em tudo e tudo seja Deus. Mas é como os anjos disseram na visão do profeta Isaías, que trataremos mais tarde, toda a terra está cheia da glória do Senhor. O padrão que Deus estabelece é muito alto. A lei moral de Deus está estabelecida através dos Dez Mandamentos, lá Deus mostra o que Ele requer da humanidade, mas mesmo antes a humanidade desafiou a Deus. Desde Adão e Eva. Satanás enganou a Eva dizendo que ela seria igual a Deus, e o pecado nada mais é do que isso. Achar que somos suficientes em nós mesmos, o pecado é um ato de rebeldia e arrogância diante de Deus, quando peco estou dizendo a Deus que não preciso d’Ele, ah, irmãos, como isso me dói! Saber o quão pecador eu sou, o quão podre sou. E Deus ainda assim tem o seu padrão, pois Ele é justo, Deus é o Juiz Justo por excelência! Ora e Deus sendo justo, não pode condenar o ímpio com o justo.

Absolver o ímpio e condenar o justo, são coisas que o Senhor odeia. Pv 17.15

E, “se ao justo é difícil ser salvo, que será do ímpio e pecador? “ I Pe 4.18

O Senhor prova o justo, mas o ímpio e a quem ama a injustiça, a sua alma odeia. Sl 11.5

E como esse último texto é ainda mais severo, Deus odeia o ímpio! Ora, “Deus ama o pecador e odeia o pecado”! Mentira! Deus odeia o pecador! Sim, Deus odeia o pecador, isso mesmo. Ainda mais um texto:

Diz o tolo em seu coração: “Deus não existe”. Corromperam-se e cometeram atos detestáveis; não há ninguém que faça o bem.
O Senhor olha dos céus para os filhos dos homens, para ver se há alguém que tenha entendimento, alguém que busque a Deus.
Todos se desviaram, igualmente se corromperam; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer. Sl 14.1-3

Paulo repete esse texto em Romanos 3.10-12. Todos se perderam, nenhum faz o bem, são todos pecadores e Deus odeia a todos. Como disse Jonathan Edwards, a ira de Deus está pronta para ser derramada sobre a humanidade! Duvido muito que alguém tenha coragem de se justificar, ou de procurar mostrar méritos diante de Deus. Todas nossas obras de justiça são como trapos de imundícia diante de Deus, Is 64.6. Trapos de imundícia eram as roupas sujas da mulher durante a menstruação, que de acordo com a lei cerimonial de Israel, era considerada impura, diante de Deus. O que Isaías viu é que o nosso melhor ainda é sujeira diante de Deus, pois nós somos sujos. Uma pessoa que esteja suja de lama, aonde tocar sujará de lama, assim somos nós, sujos no lamaçal de nossos pecados! Mesmo em nossos melhores dias, tudo o que fazemos é quebrar a lei de Deus.  Não há com o que se defender, não há para onde fugir, os olhos de Deus estão em toda a terra. Ele é o justo juiz a quem todos prestarão contas um dia. E como nós devemos, sim, nossa dívida é imensa diante de Deus. É uma vida cheia de pecados, cheia de sujeira, cheia de imoralidade. Que pode até passar impune nesta vida, mas um dia todos prestarão contas diante de Deus.

Para terminar, gostaria de deixar um texto aqui, que é o que aconteceu com o profeta Isaías quando teve uma visão do Senhor:

No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor assentado num trono alto e exaltado, e a aba de sua veste enchia o templo.
Acima dele estavam serafins; cada um deles tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés, e com duas voavam.
E proclamavam uns aos outros: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos, a terra inteira está cheia da sua glória”.
Ao som das suas vozes os batentes das portas tremeram, e o templo ficou cheio de fumaça.
Então gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! “ Is 6.1-5

Quando um bom rei de Judá morreu, talvez Isaías estivesse preocupado em quem governaria a nação, seria um rei injusto? Seria um rei temente a Deus? Mas ele teve a visão do Rei dos Reis em seu trono. E logo após clama um contra si mesmo, o ai era uma pronunciação do juízo de Deus sobre alguém dado por um profeta, contra uma pessoa, um povo, uma nação. Mas Isaías clamou para si, ele se percebeu pecador, sem nada a oferecer a Deus. Ele se sentiu perdido, clamou maldição a si mesmo! Viu seu pecado e viu que estava arrodeado de pecadores. Este é um dos retratos mais vívidos de consciência de pecados e conversão de pecador na Bíblia! Sim, Deus salva pecadores. Como disseram os irmãos reformados, Sola Gratia, ou somente a Graça. Ou como Paulo escreve citando Habacuque, o justo viverá pela fé. Eis a esperança de pecadores miseráveis do favor de um Deus que não lhes deve nada. Mas como é este favor? Afinal, aquele que pecar é esse que morrerá! Bem, discorreremos sobre isso no próximo post, Sola Gratia ou, o justo viverá pela fé.

A alma que pecar, essa morrerá

Teoria do arrebatamento parcial

Amados, já falamos aqui sobre os sinais do arrebatamento. Hoje, através deste post gostaria de meditar um pouco sobre uma teoria bem recorrente, a do arrebatamento parcial. Basicamente, o que os defensores de tal teoria afirmam é que é necessário atingir um certo grau de maturidade espiritual para poder participar do arrebatamento. Vejamos, então o que podemos extrair de tal teoria das Escrituras Sagradas.

Gostaria de citar aqui o que J. Dwight Pentecost escreve para definir tal teoria:

  • Argumenta-se que nem todos os crentes serão levados na translação da igreja, mas apenas os que estiverem “vigiando” e “esperando” por esse acontecimento, que tenham atingido certo nível de espiritualidade que os torne dignos de ser incluídos[…] A posição do arrebatamento parcial está baseada numa interpretação errônea do valor da morte de Cristo para libertar o pecador da condenação e torná-lo aceitável a Deus.¹

Aqui já vemos Pentecost falando que essa teoria surge de uma interpretação errônea das Escrituras, de textos como Tito 2.13, Filipenses 3.20, II Timóteo 4.8, Hebreus 9.28, conforme cita o próprio Pentecost². A ideia é expressada bem na máxima “Jesus vem buscar um povo zeloso e de boas obras”. Ou “prepara-te”, entre tantas outras do tipo. A ideia é sempre que o cristão tem de estar preparado e sempre esperando a volta de Cristo, buscando o aperfeiçoamento pessoal através de uma vida de santificação, afinal, sem esta, ninguém verá ao Senhor, Hebreus 12.14. A questão é, então, aqueles que não atingirem uma certa cota inferior de maturidade espiritual não estariam prontos ao arrebatamento, logo, não participariam deste evento. Portanto, as obras do cristão já passam a desempenhar papel importante em termos de sua salvação, afinal, o arrebatamento é uma consequência da salvação, já que só os salvos participarão de tal evento, I Coríntios 15. Mas então, uma tal pessoa que não seria arrebatada, por não atingir o “mínimo de santidade requerido” vindo a morrer, na ocasião do arrebatamento, ela seria ressuscitada ou não?

Gostaria de trazer mais uma citação para expor as dificuldades para apoiar tal teoria:

  • Esta doutrina está ligada a três palavras do Novo Testamento: propiciação, reconciliação e redenção. Com respeito à propiciação, Chafer escreve:
  • Cristo, ao derramar seu próprio sangue, como se aspergido, sobre o Seu corpo no Gólgota, torna-se na realidade o Propiciatória. Ele é o Propiciador e fez propiciação ao suprir dessa maneira as justas exigências da santidade de Deus contra o pecado, de tal maneira que o céu se tornou propício[…]
  • Com respeito à reconciliação, o mesmo autor diz:
  • Reconciliação significa que alguém ou algo é totalmente mudado e ajustado a algo que é um padrão, como um relógio pode ser ajustado a um cronômetro […] Por meio da morte de Cristo em nosso lugar, o mundo inteiro está totalmente mudado no seu relacionamento com Deus […] O mundo está tão alterado na sua posição com respeito aos santos julgamentos de Deus por meio da cruz de Cristo que Deus não está mais atribuindo-lhes seu pecado. O mundo então é declarado redimível […]
  • Com respeito à redenção, ele escreve:
  • A redenção é um ato de Deus pelo qual Ele mesmo paga como um resgate o preço do pecado humano que insultou a santidade e o governo que Deus exige. A redenção oferece a solução ao problema do pecado, como a reconciliação oferece a solução do pecador, a propiciação oferece a solução ao problema do Deus ofendido[…]
  • O resultado desse tríplice trabalho é uma salvação perfeita, por meio da qual o pecador é justificado, torna-se aceitável a Deus, é colocado em Cristo posicionalmente para ser recebido por Deus como se fosse o próprio Filho. O indivíduo que tem essa posição com Cristo jamais pode ser algo menos que completamente aceitável a Deus.²

Ora, vemos aqui já que essa doutrina não consegue se sustentar mesmo frente à uma observação rápida da obra salvadora de Cristo, que é final, Hebreus 9.28. Ora, mas eu ainda gostaria de examinar um texto do Antigo Testamento, baseado no que Paulo diz:

Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo. Cl 2.17

Vejamos o seguinte texto:

“Diga a Arão: Pelas suas gerações, nenhum dos seus descendentes que tenha algum defeito poderá aproximar-se para trazer ao seu Deus ofertas de alimento.
Nenhum homem que tenha algum defeito poderá aproximar-se: ninguém que seja cego ou aleijado, que tenha o rosto defeituoso ou o corpo deformado;
ninguém que tenha o pé ou a mão defeituosos,
ou que seja corcunda ou anão, ou que tenha qualquer defeito na vista, ou que esteja com feridas purulentas ou com fluxo, ou que tenha testículos defeituosos.
Nenhum descendente do sacerdote Arão que tenha qualquer defeito poderá aproximar-se para apresentar ao Senhor ofertas preparadas no fogo. Tem defeito; não poderá aproximar-se para trazê-las ao seu Deus.
Poderá comer o alimento santíssimo de seu Deus, e também o alimento santo;
contudo, por causa do seu defeito, não se aproximará do véu nem do altar, para que não profane o meu santuário. Eu sou o Senhor, que os santifico”.
Levítico 21:17-23
Vemos nele que Deus proíbe os sacerdotes que possuem alguma deformidade física de o servirem no Templo, pois Deus é santo. Ora, a igreja é o corpo de Cristo e como tal, ficaria desmembrado por ocasião das pessoas que não atingissem o “grau mínimo de santificação” não participarem do arrebatamento, sendo, portanto, imperfeito, e como tal, incapaz de servir a Deus e ter comunhão com Ele, benção que estão reservadas ao povo de Deus, conforme I Coríntios 13.12, I João 3.2, Ap 22.3. Portanto, tal doutrina nega a unidade do corpo de Cristo I Coríntios 12.12, 13.
Uma última citação, que também responde à questão que fiz acima:
  • O parcialista precisa negar a totalidade da ressurreição dos crentes na translação. Já que nem todos os santos poderiam ser arrebatados, logicamente nem todos os mortos em Cristo poderiam ser ressurretos, visto que muitos deles morreram em imaturidade espiritual. Mas, já que Paulo ensina que “transformados seremos todos”, e que todos “os que dormem” Deus trará (1Co 15.51,52; 1Ts 4.14), é impossível admitir uma ressurreição parcial.³
Ora, temos ainda na Bíblia um contra-exemplo de tal doutrina, o ladrão da cruz não teve tempo de atingir uma maturidade espiritual requerida, já que morreu no mesmo dia em que conheceu o Senhor Jesus, contudo, as palavras de Jesus para ele foram:
Jesus lhe respondeu: “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso”. Lucas 23.43
Vemos que o ladrão da cruz estaria na presença de Jesus naquele mesmo dia no paraíso, ora, se ele estaria com Jesus, no paraíso não participaria ele do arrebatamento da igreja?! Então, irmãos, vemos que a vontade de Deus, é que os salvos não se percam e sejam ressuscitados por Jesus, conforme João 6.37-40. O que não exclui, claro, o fato de que o cristão busque viver uma vida de santidade diante de Deus e espere ansioso pelo sublime dia, I Ts 4.13-18.
¹ J. Dwight PENTECOST, Manual de Escatologia, Editora Vida, p184-186
² Idem
³ Ibidem
Referências:
J. Dwight PENTECOST, Manual de Escatologia, Editora Vida
Teoria do arrebatamento parcial

A “divina” revelação?

Amados, venho através deste post abordar um assunto que me chamou à atenção. Mais de uma vez já ouvi “testemunhos” de pessoas dizendo já terem visitado ou terem visto o céu e/ou o inferno e dizendo coisas além da Bíblia sobre esses temas. Vejamos um texto:

As coisas encobertas pertencem ao Senhor, ao nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei.
Deuteronômio 29:29

Com este texto já poderíamos encerrar o assunto. Mas vamos tentar discorrer um pouco mais sobre tais assuntos.

Primeiro, Hb 9.27: “Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo”, vemos que após o homem morrer, este já é julgado (excluindo, portanto, a possibilidade de um limbo e/ou purgatório!), ora, ou se morre salvo em Cristo ou não. Jesus disse, Mt 9.6: “Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados” — disse ao paralítico: “Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa”. “, a obra redentora de Jesus é para os vivos, não que Ele não tenha poder de perdoar quem já morreu, mas a escolha de se render ao Senhor Jesus deve ser feita em vida, afinal, após a morte, vem o juízo.

Segundo, para onde vão as pessoas após morrerem? Vão para o céu os salvos? E os perdidos, para o inferno? Afinal o que é o céu e o que é o inferno? Comecemos vendo um pouco sobre o céu. Deus habita no céu, Sl 33.13,14; Jesus foi para lá At 1.11; prometendo preparar-nos lugar e vir nos buscar para que estejamos também com Ele lá, Jo 14.2,3. Aqui já vemos a ideia de que só haverão salvos no céu quando Jesus vier buscá-los, Jo 17.5, 17.24; Jesus já estava lá com o Pai antes de tudo existir, Jo 1.1-5, afinal, Jesus como Deus sempre existiu! Não apenas isto, mas quer que seus servos estejam lá com Ele também, por isso vem nos buscar! Aleluia! João descreve um pouco sobre os céus:

Então vi um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia.
Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido.
Ouvi uma forte voz que vinha do trono e dizia: “Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus.
Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou”.
Aquele que estava assentado no trono disse: “Estou fazendo novas todas as coisas! ” E acrescentou: “Escreva isto, pois estas palavras são verdadeiras e dignas de confiança”.
Disse-me ainda: “Está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem tiver sede, darei de beber gratuitamente da fonte da água da vida.
O vencedor herdará tudo isto, e eu serei seu Deus e ele será meu filho. 
Apocalipse 21:1-7

Um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas aproximou-se e me disse: “Venha, eu lhe mostrarei a noiva, a esposa do Cordeiro”.
Ele me levou no Espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a Cidade Santa, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus.
Ela resplandecia com a glória de Deus, e o seu brilho era como o de uma jóia muito preciosa, como jaspe, clara como cristal. 
Apocalipse 21:9-11

O céu esta reservado aos salvos, contudo os que dormem no Senhor não estão lá ainda, mas estarão! I Co 15.52. Mas já estão em um local de descanso, Lc 16.22, que a Bíblia não afirma claramente onde é, mas já é um local para os salvos descansarem e esperaram para se encontrar com o Senhor Jesus no arrebatamento e depois, com Ele, irem para o céu.

Mas, e os que morrem sem Cristo? Lc 16.22-24, vemos que o rico foi para um local de sofrimento, Hades em grego, a habitação dos mortos sem salvação. Entretanto tal local não é o inferno propriamente dito, Ap 21.8, João se refere à segunda morte, a morte espiritual, o afastamento de Deus. Ap 20.11-15, as pessoas só irão a este local terrível após o Juízo Final, que os santos não passarão, Rm 8.1; I Ts 5.8,9. O inferno é um local terrível, Jd 7,13. Outra característica é que não há mudança após isto, a salvação é eterna, assim como também a perdição, Mt 25.46!

Concluímos, sabendo que Deus habita no céu, onde os anjos o servem, mas não há salvos no céu ainda! Assim, como ainda não há pessoas habitando o inferno, nem o diabo e seus anjos estão lá, Ef 6.12. De acordo com Dt 29.29, aprendemos que tais revelações sobre o céu e o inferno e de supostas pessoas lá são falsas e que não devemos especular sobre o que Bíblia não fala! Por mais “honesto” que o “testemunho” possa parecer, afinal:

Mas ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado!
Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado! 
Gálatas 1:8-9

Devemos rejeitar qualquer pensamento que ensine algo que vá “além” do ensinamento bíblico e principalmente algo que seja contrário! Afinal, a Bíblia é a resposta final para nossas vidas e o padrão de Deus a ser seguido, II Tm 3.16,17!

Fonte: Bíblia de Estudo de Genebra

A “divina” revelação?